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Regatão 🛶 [Parte II]

  • Foto do escritor: daquiloquesecome
    daquiloquesecome
  • há 23 horas
  • 1 min de leitura

Foi na Amazônia que o Regatão ganhou contornos próprios e se tornou uma das principais atividades econômicas naquilo que Alípio Goulart chamou de "comércio de mascateação". E assim, "Era nesse meio que aquêle tipo de comerciante, lotando uma embarcação com mercadorias no valor de muitos contos de réis, em regra obtidas à crédito, o que já era motivo de preocupação,  e acompanhado de uma tripulação lotérica, arrebanhada a êsmo nas ribeiras ou nas povoações indígenas, embrenhava-se na hinterlândia amazônica, na consecução de um giro comercial que se prolongava ppr meses."(1) E assim, "Nos centros mais distantes da Amazônia ancorava a canoa do regatão, abarrotada de quinquilharias, fazendas, armas e tudo aquilo de que o seringueiro ( e às vêzes até mesmo o seringalista) precisava.(2) Na belíssima  ilustração de Israel Cysneiros, temos um Regatão se aproximando da margem do rio para mostrar seus produtos e novidades a família do caboclo que se aproxima. Na terra dos rios, furos e igarapés onde as águas são o caminho o Regatão era a loja, farmácia e mercado ambulante que de rio em rio atendia as necessidades do homem nortista.


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📚✍️🏽 Referências.

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📸 (1)(2)Ilustração de Israel Cysneiros. In: José Alípio Goulart. O Regatão: mascate fluvial da Amazônia.  Coleção terra dos papagaios. Ed. Conquista. Rio de Janeiro. 1968. p,30;31.

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