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O Regatão.

  • Foto do escritor: daquiloquesecome
    daquiloquesecome
  • 1 de nov.
  • 2 min de leitura
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José Alípio Goulart tem um livro que nos conta sobre o Regatão na Amazônia. Intitulado: "Regatão: mascate fluvial da Amazônia.  É um clássico para os estudiosos do tema. Mas, você sabia que a prática do Regatão vem para a Amazônia de Portugal? O Regatão tem origem em Portugal, eram vendedores ambulantes que: "percorriam as ruas acompanhados de suas azêmolas(...) paravam, pacientemente, à  porta das casas, oferecendo  suas mercadorias (...)". Vendiam "a varejo, de gêneros alimentícios".(1) E ainda, "Abasteciam-se nas fontes de produção, em pleno campo, ou nas praias dos rios, ao pé da lavoura ou à beira do pesqueiro, retornando às vilas e aldeias para o atendimento cotidiano das necessidades de bôca dos seus ansiosos clientes".(2) Haviam também aqueles que levavam pelas ruas da cidade seus produtos em suas costas, como o vendedor de hortaliça da imagem de hoje que vendia de porta em porta em Lisboa. O nome Regatão era bem antigo por lá,  segundo nos conta Alípio Goulart: "Regatão é palavra anciã que no século XIV já se usava. No reinado de Afonso IV, o Bravo, filho de D. Denis, o rei lavrador,  e da rainha Santa, Afonso IV, aquêle a quem Herculano chamou de "homem de juízo", desde o seu reinado, dizíamos, isto lá pelos idos só primeiro quartel dos mil e trezentos, pelos menos, já era corrente em Portugal, e com aquêle sentido, o vocábulo regatão"(3)

O Regatão era atividade voltada para o comércio de alimentos. Era atividade importante numa época que as formas de produzir, consumir e vender eram bem diferentes dos dias de hoje.

O Regatão ao chegar no Brasil e na Amazônia passa por mudanças, em especial, devido a natureza. Mas, mantém a originalidade sobre a "venda de alimentos".


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💬 E Continua...


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📚✍🏽 Referências.

🛎O conteúdo deste blog está protegido pela lei n° 9.610 datada de 19-02-1998.

Ao utilizá-los, não se esqueça de dar os créditos.

📸 Arquivo Municipal de Lisboa.

Vendedor de hortaliça (costumes) Lisboa. M.F. n°71. [S/d]

(1)(2)José Alípio Goulart. O Regatão:mascate fluvial da Amazônia.  Coleção terra dos papagaios. Ed. Conquista. Rio de Janeiro. 1968. p, 19;20.

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